terça-feira, agosto 14, 2007

ENTREVISTA/Catherine Zeta-Jones

A Contigo! desta semana trouxe a conversa que tive com Catherine Zeta-Jones, extremamente simpática, estrela da comédia Sem Reservas, nos cinemas brasileiros a partir desta semana. O bate-papo completo segue abaixo:

Catherine Zeta-Jones

Mulher (quase) perfeita

Por Eduardo Graça, de Nova York

Divulgação / Warner Bros

Catherine afirma que mantém a forma física graças à vida pacata e ao hábito de relaxar sempre que pode

Ela é linda, talentosa e mãe dedicada. E agora também entende de alta gastronomia - aprendeu por causa de seu novo longa, Sem Reservas. Para ser perfeita, precisaria estar com o coração disponível. Não está...

Catherine Zeta-Jones, 37 anos, sorri quando confrontada sobre o segredo do brilho de seus cabelos negros: a aplicação diária de caviar russo. "Ah, não, caviar?! Isso deve deixar um cheiro terrível! Inventam tudo sobre mim, né?", reclama, sem perder a expressão jocosa. Atualmente, tudo parece remeter à alta gastronomia na vida dessa mulher, casada com Michael Douglas, 62, ator e produtor de Hollywood. Aliás, ele se declara feliz com o laboratório culinário que a esposa e mãe de dois de seus filhos - Dylan Michael, 7, e Carys Zeta, 4 - fez para viver a chef de cozinha de um restaurante em Sem Reservas. Ela aprendeu técnicas e segredos num dos restaurantes mais estrelados de Nova York: Daniel, do chef francês Daniel Boulud, 52.

A atriz é a estrela do filme, que estréia nesta sexta-feira (10) nos cinemas brasileiros. O longa é um remake da produção ítalo-alemã Simplesmente Martha (2001) e conta a história de Kate, uma profissional premiada, dedicada às suas receitas, mas displicente com sua vida pessoal.

No encontro com Contigo!, em um hotel de Manhattan, a bela Catherine jurou de pés juntos que, depois de meses filmando dentro de uma cozinha, é capaz de preparar o jantar dos sonhos para o mais exigente paladar.

Antes do filme você já era apaixonada por culinária?
Só cozinhava o trivial para meus filhos e não me interessava pela alta gastronomia. Depois do laboratório com Daniel Boulud, aprendi um mundo de informações. Especialmente sobre o universo que existe do outro lado de lá da porta da cozinha. Hoje, preparo mais do que iscas de peixe frito para meus filhos (risos). Agora tento até, olhe a ousadia, criar receitas. De repente faço algo novo para o Michael. Até porque o ato de cozinhar para quem se ama é sensual.

E Michael Douglas, cozinha para você?
Claro! Ele faz uma panqueca fenomenal. Teve uma época em que o Dylan (filho mais velho dos dois) respondia na escola que eu era atriz e o pai fazia panquecas (risos). A gente achava o máximo.

Vocês já pensaram em visitar o Brasil e conhecer a nossa culinária?
Já ouvi maravilhas da cozinha brasileira. Na verdade, fui ao Rio uma única vez, em 1999, para o lançamento de Armadilha, com Sean Connery. Foi inesquecível. Mas confesso que prestei mais atenção nas pessoas do que na comida. Não é porque você é brasileiro, mas nunca vi tanta gente bonita quanto no Rio. Todos têm um brilho nos olhos, algo de saudável no rosto, se cuidam, sabe? Lembro -me de que uma vez minha agente teve de me tirar de uma situação embaraçosa...

O que aconteceu?
Eu fiquei tão paralisada com a beleza de um menino de uns 5 anos que criei uma situação desagradável com os pais dele! Minha agente me tirou do transe. Mas, sério, o brasileiro é muito bonito.

E olhe que no Brasil não usamos caviar para lavar os cabelos, hein?
Não sei de onde eles tiraram isso (risos)! Sabe que minha avó dizia que era bom colocar uma mistura de ovo nos cabelos. Deve ser mais fedido.

Como faz para manter o corpo perfeito e a pele bonita?
Como a maioria dos leitores da revista, fico me cobrando que deveria fazer mais exercícios. Minha rotina é muito normal. Adoro pães, mas evito, para não engordar. É só isso. Durmo muito. Sempre que posso, quando não trabalho, procuro relaxar. E tenho uma vida calma, longe de Los Angeles. Isso ajuda. Jamais poderia viver em Hollywood.

Por causa do assédio?
Sim! Nas Bermudas, meus filhos não são tratados como "minicelebridades". Claro, às vezes acontece algo. Outro dia, Dylan chegou em casa e me perguntou: "Mamãe, a gente é rico e famoso? John, meu amiguinho, disse que somos!" Levei um susto e perguntei o que ele tinha respondido. E Dylan disse: "Que não, é claro!"

Deve ser um tema delicado na educação dos filhos, a descoberta da fama dos pais...
Por isso decidimos morar nas Bermudas, que é onde a mãe de Michael (Diana, 84) nasceu. Acho chocante esse comportamento das "meninas-celebridades" de Hollywood.

Fala dos escândalos envolvendo Paris Hilton, Britney Spears, Lindsay Lohan...
Olhe, essa indústria de celebridades chegou a um ponto que eu qualifico como epidemia. É como uma doença contagiosa, que faz mal para todos. No caso dos artistas, ela leva à abreviação da carreira. E isso é muito pobre, não? É quase como Chicago (o musical, estrelado por ela e Renée Zellweger), só que na vida real.

Já que você falou em Chicago, que lhe rendeu um Oscar, não pensa em voltar a fazer musicais?
Teatro é minha grande paixão. E desde Chicago recebi muitos convites para a Broadway, mas nada que me motivasse de verdade. Ainda sonho em fazer um outro filme com o Rob Marshall (diretor de Chicago) e ainda estamos à procura do musical perfeito para nós dois.

Um comentário:

andressa disse...

gostei muito da entrevista.......espero que façam outras.......sobre a catherine claro.....