quinta-feira, julho 10, 2008

Fleet Foxes

É cada vez mais mais raro, mas ainda possível, mesmo neste mundo digital cada vez mais segmentado, uma banda não muito conhecida lançar um disco sensacional que todo mundo escuta ao mesmo tempo, maravilhado com a novidade. Foi assim com os Fleet Foxes e o disco que leva o nome do grupo no título e vai correndo para o Na Vitrola aqui do lado.

Fleet Foxes foi gravado na casa do vocalista Robin Pecknold, 22, em Seattle, mas a referência geográfica não deve enganar ninguém. O dono da voz angelical que gruda nossos ouvidos ao fone tinha apenas oito anos quando o grunge explodiu na minha segunda cidade favorita da costa oeste americana. Em sua página no myspace a banda se define assim: ''fazemos um pop-barroco, nossa música vem da Motown, de filmes de fantasia, de hinos, em alguns momentos nos aproximamos do shaggy rock, mas quase sempre somos mais temperados e contidos".

As harmonias elaboradas e as melodias que lembram Beach Boys, Crosby, Stills & Nash e Fairport Convention fizeram com que revistas e jornais daqui os elegessem a 'nova melhor banda dos EUA'.
Neste caso, juro de pés juntos, nenhum exagero no elogio a Pecknold e seu parceiro de composições, Skye Skjelset, como ele descendente de noruegueses que emigraram para Seatle. Os outros integrantes da banda, todos meninos, são Casey Wescott, Joshua Tillman e Christian Wargo. Na vitrola deles não saem de moda Karen Dalton (a sensacional folkster do Village que volta e meia aparece aqui neste blog, tinha a voz de Billie Holiday, mas ela vale um outro post), Bob Dylan, Joni Mitchell, Simon&Garfunkel e os Zombies. C

omo é possíver ver aqui embaixo no vídeo da linda
White Winter Hymnal (que chegou ontem à rede) os Fleet Foxes não têm medo do namoro descarado com a beleza (sem preciosismo) das vocalizações e têm-se mesmo a sensação de que se está ouvindo, aqui e aolá, um coral religioso. Parece ser (tomara!) uma tendência este ano aqui nos EUA. Dois de meus outros discos favoritos do ano (For Emma, de Bon Iver, e Evil Urges, de My Morning Jacket) seguem pela mesma trilha.

p.s: a atenção dada aos meninos de Seattle é tamanha que esta semana um show extra teve de ser agendado, à meia-noite de hoje, aqui no Union Hall, para que os nova-iorquinos consigam vê-los. Estarei lá. Depois eu conto.

2 comentários:

Milena disse...

Eduardo, que dica maravilhosa. Será que já tem o cd para vender no Brasil? Pesquisarei agora mesmo. Pq eu sou das antigas. Quero comprar o cd, e não apenas as músicas!

Continuo vindo aqui e lendo suas reportagens, sempre ótimas.

Um abraço.

Eduardo Graca disse...

Oi Milena,

Tudo bem? Você já encontra na Submarino tanto o CD quanto o EP (que é ótimo tb!). Mas ambos importados...

Sou como vc, preciso também ter os 'albinhos' comigo, ver as fotos, as letras...Mas acho que somos minoria!
Beijos