terça-feira, abril 15, 2008

SnOBAMA

O anti-intelectualismo e o culto à ignorância, cacoete exercido com maestria por boa parte da mídia norte-americana - explodiu esta semana por aqui com uma declaração infeliz do senador Barack Obama. O candidato democrata foi dizer, justamente em San Francisco, a mais liberal das cidades norte-americanas, que compreendia a atitude de parte do eleitorado mais humilde, que fica mais amargo por conta das seguidas derrocadas econômicas geradas pelos governos republicanos. O amargo, Obama seguiu, levava a um sentimento anti-imigrante, uma postura conservadora em relação ao porte de armas e à religião, que os ajudariam a lidar com suas frustrações.

Obama refletia sobre a dificuldade de sua campanha em conseguir o voto das classes menos favorecidas do eleitorado democrata , especialmente dos eleitores brancos de baixa renda, fundamentais para vencer na Pensilvânia na próxima terça-feira. Mas acabou com um senhor abacaxi nas mãos. Foi acusado de elitista e de esnobe, em um discurso - vindo, cuirosamente da campanha de Hillary Clinton, e não do senador John McCain - que procura caracterizá-lo como um produto de consumo da elite liberal. Algo parecido com o que Bush fez com John Kerry (em suas fotos andando de jet-sky no verão de 2004) e com o que Collor fez com Lula no episódio do aparelho de som do operário no debate da Globo em 1989.

Aí em cima seguem os primeiros cartazes que retratam o SNOBAMA, uma brincadeira com o nome do senado e a palavra esnobe em inglês. A munição vem da campanha de Hillary, mas quem está gostando é o senador John McCain. Em pesquisas de hoje do Rasmussen Reports, ele segue à frente na corrida pela Casa Branca - 47% a 43% contra Obama e 48% a 41% contra Hillary.

segunda-feira, abril 14, 2008

Primavera Chegou: Skate

Aqui do lado de casa, na Watchtower Hill, que divide Brooklyn Heights e Dumbo, a galera começou a descer a ladeira de skate. É o sinal de que a primavera chegou mesmo. Ó só:

Smart People, Sex & NY City

Ontem fomos ao cinema e tivemos uma bela supresa. Smart People, ainda sem data de estréia no Brasil, é um destes filmes gostosos de se ver num domingo de tardinha, curtindo o frio da primavera preguiçosa que teima em não chegar. Dennis Quaid está excelente como um professor de literatura inglesa amargurado e ranzinza, que redescobre o prazer da vida via sua ex-aluna, agora médica, Sarah Jessica Parker. Ellen Paige é a filha-exemplar, jovem republicana aparentemente certinha, Thomas Haden Church o tio malandrão e o menino Ashton Holmes é o filho porra-louca do bem. O pior do filme foi o trailer de Sex&the City que gerou reclamações da platéia do velho Cobble Hill Cinemas. Pareceu uma tentativa desvairada de se contar uma história das quatro (nem tão) meninas em duas horas, mas com fôlego para uma edição diária de Carrie (às voltas com o casamento com Big), Charlotte (com a filha chinesa grandinha e finalmente grávida), Samantha (vivendo em Los Angeles, ainda atrás de modelos esculturais) e Miranda (aparentemente lidando com uma traição de Steve). Huum...não pareceu funcionar, não.

Melhor ficar com um gostinho de Smart People, uma delícia de filme. Ó só:

CARTA CAPITAL/Eleições

A Carta Capital publicou esta semana minha reportagem sobre a corrida eleitoral aqui nos EUA e as (muitas) histórias de falcatruas e fraudes nas eleições norte-americanas. A reportagem nasceu de uma conversa que tive com a amiga Maria Rezende, no Humaitá, Rio, quando acompanhávamos, nariz grudado na tevê, os votos na super-terça-feira das primárias democratas.

NOSSO MUNDO


Os Riscos do Tapetão
POR EDUARDO GRAÇA, de Nova Iorque

Raça, gênero, recessão, cobertura universal de saúde, ocupação do Iraque. Enquanto pesquisas de opinião são encomendadas diariamente pelos três principais candidatos à Casa Branca a fim de entender os temas mais caros aos eleitores, a guerra fratricida entre os senadores Barack Obama e Hillary Clinton pelo tíquete democrata voltou as atenções para um dos problemas mais graves da democracia norte-americana - a falta de transparência. “Não dá para saber com exatidão o quão suja as eleições de novembro serão, mas há esta regra oficiosa sobre as eleições aqui nos EUA: quanto mais apertada é a briga, quanto mais expectativas são colocadas nos candidatos e quanto mais poder é concentrado em um mesmo partido em nível estadual, aumentam os riscos de o processo ser mais viciado, com clara manipulação eleitoral”, diz Andrew Gumbel, correspondente do jornal britânico The Independent e autor de Steal This Vote: Dirty Elections and the Rotten History of Democracy.

Lançado em 2005, o livro se transformou em uma espécie de compêndio das mazelas eleitorais nos EUA. Com relatos que vêm desde o século XVIII e chega às duas contestadas vitórias de George W. Bush, Gumbel bate na tecla de que voto justo por aqui sempre foi uma exceção à regra de desmandos, compra de votos e legislação hermética, utilizada pelos dois grandes partidos – tanto republicanos quanto democratas – para manter-se no poder a todo custo. Algo assim como uma República Velha eternizada sob a imagem de maior democracia do mundo ocidental. E as primárias democratas deste ano, com a disputa apertada entre Obama e Clinton, só intensificam os receios do que temem por uma disputa a ser resolvida, mais uma vez, no tapetão. Em Ohio, que acabou dando uma vitória importante para Clinton, a campanha do senador de Chicago denunciou que, nas áreas urbanas, aonde os simpatizantes de Obama eram franca maioria, centenas de eleitores foram informados de que só haviam disponíveis cédulas eleitorais para votar nos candidatos republicanos. Muitos outros voltaram para casa pois seus nomes simplesmente não apareciam nas listas de votação.

O vale-tudo eleitoral de Ohio e a importante vitória de Hillary no Texas não modificaram o tabuleiro de xadrez do Partido Demcorata. A senadora não teria mais como ultrapassar, matematicamente, Barack Obama, nem na contagem dos delegados nem no voto popular. Mas pode ser a ungida na Convenção Democrata de agosto, em Denver, Colorado, se conseguir a maioria dos 796 superdelegados, um colégio eleitoral à parte, formado por governadores, senadores, ex-presidentes, comandantes estaduais do partido e deputados. Na manhã seguinte às chamadas Primárias dos Quatro Estados (Ohio, Texas, Rhode Island e Vermont), Harold Ickes, um dos principais conselheiros de Hillary, avisou que a estratégia da senadora, a partir de agora, seria convencer estes superdelegados – há cerca de 330 ainda não-comprometidos - a anunciarem seu apoio apenas na convenção. “Nós vamos fazer de tudo para convencê-los de que Obama não é o candidato mais forte para enfrentar McCain em novembro”, afirmou. Uma das primeiras reações de Obama foi o discurso, considerado histórico, desta terça-feira, em que repudiou a retórica tida como radical de seu pastor em Chicago, o reverendo Jeremiah A. Wright Jr., e pregou ser o candidato da conciliação racial, que pode levar a nação a uma nova era de congregação e solidariedade. Mas o fato é que, depois de tanto carnaval e de levar milhões às urnas, há o claro risco de que o candidato democrata à presidência seja escolhido pelos caciques do partido.

Risco que deixou enfezado nova-iorquinos que moram em áreas aonde o apoio popular à candidatura Obama não impediu que seus respectivos superdelegados declarassem o apoio a Hillary. Geoff Johnson, morador de Crown Heigts, Judy Goldberg, que vive no mais afluente Park Slope, e Michael O’Regan, de Fort Greene, todas áreas de classe média no Brooklyn, resolveram começar campanhas para pressionar os delegados – no caso os deputados Yvette Clarke e Edolphus Towns - a aceitarem o voto popular e oficializarem o apoio a Obama. “Vai ser suicídio eleitoral se Obama chegar em agosto com mais estados e mais votos populares e os caciques decidirem por Hillary”, disse Johnson, em entrevista ao semanário Village Voice. Os três ameaçam ficar em casa em novembro se as regras herméticas – e pouco democráticas, de acordo com os três simpatizantes da candidatura do senador negro – das primárias Partido Democrata desrespeitarem o voto popular. A confusão é tanta que uma modificação no calendário eleitoral, feita à revelia da presidência do partido, fez com que os delegados de Flórida e do Michigan, dois estados importantes e que penderam para Hillary, sejam desconsiderados na convenção, provocando mais descontentamento entre os eleitores democratas. Os republicanos, unidos em torno da candidatura do senador John McCain, agradecem tanta anarquia.

Andrew Gumbel pondera que os enfezados eleitores não podem ignorar que os superdelegados foram criados, no começo dos anos 80, justamente para que os comandantes do partido tenham a palavra final na escolha do candidato presidencial. “É verdade que as coisas nunca chegaram a este ponto, mas este sistema foi criado para combater candidatos como Jesse Jackson, que tinha uma grande entrada entre os eleitores negros e do sul do país mas não era bem-quisto pelo establishment do partido. Não deixa de ser fascinante o fato de Obama ter conseguido levar os democratas, de forma inédita, a discutir com quem ficar em novembro – o que tem mais votos ou a favorita da cúpula? Ao abrir espaço para esta questão ele já deu um passo importantíssimo em direção à democracia representativa de fato, deixando para trás a velha política do cala-a-boca de cima-para-baixo que sempre imperou nos dois partidos”.

Já pensando na grande batalha de novembro, o The New York Times, jornal mais influente do país, pediu em editorial uma ‘briga justa e limpa’ este ano. O texto começa de forma impiedosa: “Se a história recente nos servir de guia, as eleições deste outono serão manchadas pela supressão do direito de voto e por cínicas e sujas armações eleitorais”. O jornal implora ao Congresso pela aprovação em tempo hábil de projetos de lei que poderiam ‘diminuir os descalabros’ vistos nos últimos anos. Um deles busca suprimir o chamado ‘vote-caging’, quando um candidato de um distrito claramente dominado pelo partido adversário envia pelo correio cartas a fim de confirmar se de fato o tal eleitor vive naquela municipalidade. Se o Correio retornar a carta com a justificativa de que foi ‘impossível contatar o destinatário’, é possível impugnar o direito de voto do cidadão. Em Louisiana, um importante líder republicano confirmou ao NYT que ‘esta é uma estratégia válida para diminuir o peso do voto do eleitor negro, tradicionalmente mais próximo dos democratas’. O projeto do senador democrata Sheldon Whitehouse prevê que, para impedir o voto do eleitor, os fiscais eleitorais precisarão de uma prova real de mudança de localidade ou falecimento.

Irregularidades, incluindo o voto dos mortos, acontecem sem que haja uma Justiça Eleitoral per se. Nos EUA, as questões jurídicas envolvendo qualquer pleito passam pelos governos estaduais. “É uma anomalia o fato de os EUA não terem pelo menos uma comissão eleitoral centralizada que implemente regras gerais para as eleições”, diz Gumbel. O escritor destaca, no entanto, alguns esforços feitos por alguns estados após o fiasco das eleições presidenciais de 2000, em que Al Gore venceu no voto popular mas perdeu para George Bush no colégio eleitoral e levou a briga até a Suprema Corte. Um dos avanços é a obrigação de se aceitar o chamado ‘voto provisório’ (de cidadãos impossibilitados de provar imediatamente sua condição de eleitores por falta de documentação, mais comum em minorias como negros e hispânicos) em todas as jurisdições do país. “Mas isso não é nada frente ao que se precisa fazer para combater a corrupção eleitoral no nível distrital, que segue intensa”, diz o jornalista.

domingo, abril 06, 2008

Retratos do Brasil

A Folha de S.Paulo traz hoje, manchete de domingo (aqui, apenas para assinantes), resultados de pesquisa do Instituto Datafolha realizada em março com 4.044 brasileiros maores de 16 anos em 159 municípios do país. O resultado não assusta, mas confirma o país conservador e preconceituoso. 47% dos entrevistados são favoráveis à aplicação da pena de morte. 76% querem que o consumo de maconha siga proibido por lei, com penalização do usuário. 45% são contrários à união civil entre pessoas do mesmo sexo. Neste último tópico há uma diferença gritante entre os mais jovens (53% dos entrevistados entre 16 e 24 anos são favoráveis à modificação na legislação em benefício dos homossexuais, enquanto entre os com 60 anos ou mais, 62% são contrários). Uma amostra interessante de como pensam, hoje, os eleitores que escolherão em dois anos o sucessor de Lula em Brasília.

segunda-feira, março 31, 2008

Dura Vida de Candidato

No Brasil, eles têm de comer buchada de bode. Aqui nos EUA, jogar boliche. É dura a vida dos candidatos. Obama pagou o mico neste fim de semana no estado da Pensilvânia.

sexta-feira, março 28, 2008

CARTA CAPITAL/Cat Power & Cia.

Falei aqui que estava contando nos dedos para o dia do lançamento do novo trabalho de Cat Power. Acabei indo para o Brasil, as férias foram esticadas, e só fui ouvir o disco com calma quando voltei a NYC. Jukebox é uma delícia. Esta semana saiu minha notinha na Carta Capital sobre a série de discos-tributo aqui nos EUA (que reproduzo abaixo), incuindo o de dona Chan Marshall. Outra descoberta foi a gravação que ela fez para a Radio Inter, da França, na chamada Black Session. Tem uma versão linda de Dark End of the Street. Você pode ouvir tudo aqui. O vídeo, no fim deste post, é da apresentação da moça no programa de Jools Holland. Ela desconstrói lindamente New York, New York.

Covers
Por Eduardo Graça, de Nova Iorque

Homenagens? Songbooks? Há os mais e os menos inspirados, mas o fato é que a combalida indústria musical norte-americana tem visto a emergência de projetos mais próximos dos discos-tributos, levando a uma redescoberta de clássicos e à abertura do baú de influências de artistas já estabelecidos, todos seguindo a receita de sucesso de Patti Smith. A musa punk ainda zanza pelos EUA com a vitoriosa turnê de Twelve, lançado no ano passado, em que apresenta novas versões para coisas como Gimme Shelter, dos Stones, e Smells Like Teen Spirit, do Nirvana. A bela de olhos tristes Chan Marshall (ou melhor, Cat Power) já havia passeado pelos clássicos com The Covers Record, há oito anos, subvertendo Satisfaction. Agora, entre um James Brown (Lost Someone) e uma Joni Mitchell (Blue), ela reinventa a si mesmo com uma interpretação menos recolhida e mais provocadora de Metal Heart, do disco Moon Pix, de 1998. Tão inspirado quando Jukebox é o EP Ask Forgiveness, de Bonnie ‘Prince’ Billy, nome artístico do bardo Will Oldham. Belezas como I Came to Hear the Music, de Mickey Newbury e I’ve Seen It All, de Bjork, se destacam nos 30 minutos de melancolia com a voz de Meg Baird, da banda folk Espers, ao fundo. Menos feliz foi Shelby Lynne, que tentou emular a diva soul Dusty Springfield com seu Just a Little Lovin'. Dois anos e meio depois de seu mais recente CD de inéditas, ela aceitou o conselho de ninguém menos do que Barry Manilow e resolveu passear pelo repertório da legendária vocalista britânica. Mas os arranjos, preguiçosos, jogam o disco para baixo. Crise criativa no mundo da música pop? Cat Power, que abre Jukebox com uma versão da sinátrica New York, New York, refuta a suposição, apostando as fichas em um momento tanto de decadência das majors quanto de inegável liberdade musical – refletido no Brasil com o sucesso de Biscoito Fino, Trama e Dubas, e seus projetos mais intimistas. Ao lançar Jukebox, Power anunciou que já tinha terminado Sun, um CD só com inéditas. Mas avisou que este só chegará aos ouvido dos fãs mais tarde, quando lhe der na veneta. Sinal dos tempos.

EMO?

A imprensa norte-americana começou a dar mais destaque ontem e hoje aos conflitos entre os jovens identificados como 'emos' e os 'anti-emos' em Guadalajara e na Cidade do México. A filha asolecente de uma amiga querida é 'emo' e vive feliz e completamente lampeira no Rio. Se 'emo' é o gótico dos anos 00, por que cargas d'água os punks (como no confronto abaixo, na Cidade do México) têm de implicar com os moços, digamos, mais 'emo'tivos? Eu, hein!

quinta-feira, março 27, 2008

Corpo em NY: crítica negativa

O The New York Times publicou hoje uma crítica bem negativa sobre o espetáculo que o Grupo Corpo apresenta esta semana aqui na Brooklyn Academy of Music (BAM) e que vou conferir amanhã. Para Roslyn Sulcas, o mix de Benguelê, que vi no Municipal do Rio, e Breu, peca pelo exotismo, repetição de movimentos, falta de conteúdo e de emoção. Apesar de destacar os bailarinos fabulosos (especialmente Edson Bezerra e Everson Botelho), a música de João Bosco e Lenine e os figurinos da craque Freusa Zechmeister, Sulcas diz que não há evolução no trabalho do coreógrafo Rodrigo Pederneiras, que segue usando as mesmas estratégias de sedução no palco, com um resultado que pode 'até agradar a platéia, mas está longe de ser arte'. Pegou pesado.

* a imagem acima, belíssima, é de Julieta Cervantes, para o NYT.

terça-feira, março 25, 2008

Mc Cain Cresce

Muito boa a coluna de hoje de David Brooks no NYT. A melhor análise até agora que li sobre o impressionante crescimento da candidatura McCain. É que enquanto os democratas brigam, o republicano que acha que o Irã está treinando terroristas da Al-Qaeda para atacar soldados norte-americanos no Iraque ganha força. Nas últimas duas semanas sua taxa de aprovação cresceu em média 11% nas pesquisas. Ele agora é visto de maneira positiva por 67% dos eleitores (contra menos de 50% para Obama e Hillary). Mais importante: há um mês McCain perdia para Obama entre os eleitores independentes - ou seja, não-vinculados a nenhum dos dois partidos majoritários e que, no fim, decidem a eleição - por uma diferença de mais de dois dígitos. Agora vence o senador de Illnois com folga neste grupo.

O Instituto Rasmussen, que monitora diariamente a corrida presidencial, oferece os seguintes números para esta terça-feira, em pesquisa feita por telefone em todo o país:

Mc Cain 50% x Obama 41%

Mc Cain 48% x Hillary 43%

Se as eleições fossem hoje, o senador republicano pelo Arizona venceria as eleições no voto popular com mais folga do que Bush em 2000 e 2004. É tanto lixo jogado de um lado para o outro entre Obama e Hillary que os republicanos vão conseguindo o que parecia impossível - seguir no governo.

No entanto, como o voto aqui é decidido pelo Colégio Eleitoral, vale prestar atenção em outro cálculo do Rasmussen: hoje 168 votos iriam para McCain e 157 para o candidato do Partido Democrata, com os 141 restantes indefinidos (mas 80 tendendo para os Democratas contra 61 para os Republicanos). São necessários 270 votos para se chegar à Casa Branca e, por aqui, a liderança ainda é da oposição.

sexta-feira, março 21, 2008

Entrevista/MATTHEW McCONAUGHEY

A Contigo! desta semana publicou o bate-papo que tive com o queridíssimo - pois é, surpresa total! - Matthew McConaughey, que é muito mais do que músculos e um corpinho queimado de sol. Ele foi extremamente simpático e conversou tanto sobre sua relação especial com o Brasil quanto sobre o filme Um Amor de Tesouro, que estréia nesta sexta-feira nos cinemas de Rio e São Paulo.

Quase brasileiro

Por Eduardo Graça, de Los Angeles


Muita gente até sabe que o sarado Matthew McConaughey, 38 anos, vai ser papai. E que sua namorada há mais de um ano, a modelo brasileira Camila Alves
, 25, está grávida de cinco meses. O que ninguém ainda sabia é que seu rebento vai se dividir entre o Brasil e os Estados Unidos. Foi o que o ator falou a Contigo!, durante a entrevista exclusiva num hotel à beira-mar em Santa Monica, na Califórnia. "Você é mesmo do Brasil? Oba! Então temos muito o que conversar, não?", ele diz ao repórter, apregoando que a conversa será recheada de simpatia e gentilezas. E foi mesmo! Vestido com uma camiseta verde, jeans e gorro de lã, um simpaticíssimo McConaughey soltou o verbo numa deliciosa conversa, cujo gancho foi seu novo longa, Um Amor de Tesouro, que estréia por aqui na sexta-feira.

Na telona, ele é Ben Finn, um ex-surfista obcecado por um tesouro escondido nas águas do Caribe, que tem como principal parceira de aventura a ex-mulher, Tess, vivida por Kate Hudson (com quem o ator já fez par romântico na deliciosa comédia
Como Perder um Homem em 10 Dias). Assim como Finn, McConaughey é um incorrigível namorador e aventureiro. Entre suas conquistas constam Sandra Bullock, 43, e a bela espanhola Penelope Cruz, 33. E também como seu personagem, ele adora perder horas sobre uma prancha de surfe. Ah, sim, em Um Amor de Tesouro suas fãs não terão do que reclamar: McConaughey aparece sem camisa quase todo o tempo e como veio ao mundo, pelo menos uma vez.

E a brasileiros e brasileiras ele promete mais assiduidade- e não virtualmente, no escurinho do cinema. "Camila e eu pretendemos criar nosso bebê nos dois países. Este ano mesmo baixo no Brasil pela primeira vez! Quero que nossa cria tenha as duas culturas absorvidas de forma natural. E, embora nunca tenha ido ao Brasil, já sou um apaixonado por tudo o que tenha a ver com o país", conta ele, abrindo seu indefectível e imenso sorriso.


Ao assistir a Um Amor de Tesouro me lembrei de imediato de Tudo por uma Esmeralda, o clássico romance de aventura com Michael Douglas e Kathleen Turner..
Mas é isso mesmo! Esta foi uma de nossas primeiras referências. Queríamos fazer uma comédia de aventura, mais do que uma comédia romântica. No nosso filme, você nunca sabe se os mocinhos vão ficar juntos no final, é muito mais importante resolver o mistério do tesouro. Há tiros para todo o lado, há ação o tempo todo e o tom da nossa comédia talvez seja mais mordaz e menos 'engraçadinho'. O filme é tão de aventura que o litoral australiano, onde filmamos- apesar da trama ser no Caribe -, virou um personagem da história. Aliás, esta foi uma das partes mais interessantes de fazer o filme. Adoro viajar e a Austrália é linda!

Você que gosta tanto de viajar já teve a chance de ir ao Brasil?
Ainda não fui ao Brasil, você acredita? Mas irei lá muito em breve. Nosso (dele e de Camila) próximo projeto de férias é fazer uma grande viagem pelo Brasil. Iremos com certeza a Belo Horizonte, que é a cidade em que Camila nasceu, e depois iremos ao litoral. Quero muito ver algumas fazendas que ficam próximas à costa, como na Bahia. Esta combinação de fazenda e litoral é importantíssima para Camila. Sua noção de elegância vem dessa confluência e não vejo a hora de ver essa geografia com meus próprios olhos. Camila anda muito empolgada com a linha de acessórios dela, a MY MUXO, e pensamos no quanto este trabalho é fruto da maneira como ela foi criada: por um pai fazendeiro e uma mãe designer, por esta junção de Minas e Bahia. A junção do prático com o que é da moda, algo bem singular. Quero ver Minas e Bahia já (risos)!

Tanta empolgação pode levar vocês a criar seu rebento no Brasil?
Camila e eu queremos que nossa criança tenha muito da cultura brasileira, que acho fenomenal. Para começo de conversa, queremos que ela aprenda português e seja bilíngüe. Minha família vive no Texas e nossa casa será lá, onde tenho um ranchinho. Mas sempre quis viajar para o Brasil e agora tenho o melhor dos motivos para transformar o país em minha segunda morada. E estou empolgadíssimo de aprender mais sobre o Brasil junto com minha criança. Isso é sensacional! Desejamos muito que nosso bebê tenha uma certa textura brasileira.

Você diria que o fato de Camila ser brasileira ajudou no romance?
Minha atração por Camila surgiu antes de eu saber que ela era brasileira (risos). Mas hoje vejo que não foi acidental ela ser de onde é. Há uma visão romântica do Brasil que eu, é claro, como típico gringo, compartilho. Mas o que eu já percebo, via Camila, é que há uma celebração da vida muito peculiar, uma idéia clara do que significa ser brasileiro e o orgulho de celebrar com alegria sincera rituais como os do Ano Novo e do Carnaval. Dança, boa comida, comunidade, cantar no meio da rua sem ter medo de cara feia (risos).

Você também pretende se inteirar mais das mazelas do Brasil, como a miséria e a deficiência educacional?
Sim, Camila tem trabalhado muito com comunidades carentes em Minas e estamos começando a erguer os alicerces para criar uma fundação que atuará nas favelas brasileiras. A idéia é trabalhar com crianças entre 10 e 18 anos, oferecendo-lhes oportunidades. Faço um trabalho similar com garotos de Los Angeles e do Texas. Ainda não sabemos detalhadamente como vai funcionar, mas será um trabalho voltado para a questão educacional de base, ajudando crianças a se transformarem em cidadãos responsáveis.

terça-feira, março 18, 2008

JUMPER

A Folha de S.Paulo publicou ontem, na capa do suplemento Folhateen, a entrevista que fiz com os jovens atores Hayden Christensen e Rachel Bilson, estrelas do filme Jumper, que estréia nos cinemas brasileiros no dia 28:

Ó só como ficou:

cinema

Fama de bonzinhos

Longe de encrencas e reclusos no conforto de suas casas, os atores Hayden Christensen e Rachel Bilson se unem no cinema

Divulgação
Hayden Christensen vive um sujeito que se teletransporta em "Jumper"


EDUARDO GRAÇA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE NOVA YORK

Hayden Christensen, 26, nunca quis se mudar para Hollywood e, mesmo depois de viver o jovem Darth Vader em "Star Wars - Guerra nas Estrelas", evita o assédio das fãs passando a maior parte do ano com sua família em Toronto e zanzando pela fazenda que acabou de comprar no seu Canadá natal. Rachel Bilson, 26, a eterna Summer Roberts do seriado "The O.C.", gosta de cozinhar para amigos, passear por Los Angeles com seu cão mastim e adora esportes eqüestres. De certa maneira, eles são o casal mais improvável para estrelar um filme de ação. Mas os dois foram a primeira surpresa da temporada pós-Oscar nos EUA. "Jumper", que estréia dia 28 nos cinemas brasileiros, com direção de Doug Liman ("A Identidade Bourne" e "Sr. e Sra. Smith"), faturou US$ 72 milhões em quatro semanas, igualando seu custo. Será que os bons meninos atraem mais público do que as complicadas divas malvadas de Hollywood, como Lindsay Lohan e cia.?

Com 1,60 m de altura e um vestidinho de babado violeta, Rachel Bilson é uma figuraça. Durante a entrevista, concedida a jornalistas em Manhatan, ela ri e faz rir o tempo todo. Como ela nunca viu a nova seqüência de "Guerra nas Estrelas", estrelada por Hayden, tornou-se a vítima preferencial das gozações de um elenco predominantemente masculino, que conta ainda com Jamie Bell (de "Billy Elliot"), Diane Lane e Samuel L. Jackson. "Não é que não goste, mas é que vejo muito mais filmes dos anos 80 no vídeo de casa, coisas como "Filadélfia", por exemplo", explica.

Sério, com um casaco negro, suéter marrom e calça jeans, Hayden Christensen demora um pouco mais para revelar sua faceta garotão cuca-legal.

Em "Jumper", ele vive David Rice, que tem a capacidade de se teletransportar para qualquer parte do globo. "Meu personagem não é um típico super-herói, nem está tentando fazer algo de muito nobre. Seu poder é basicamente a capacidade de escapar de qualquer perigo. Não há absolutamente nada de heróico sobre o David, ele quer apenas se divertir às pampas", conta Hayden. Diversão não parece ser o forte do ator, mais interessado em investir suas energias em sua fazenda, onde planta vegetais orgânicos e, em breve, começará a criar animais.
"Sei que as pessoas às vezes questionam minhas escolhas, ficam dizendo que faço filmes menores ou que decido passar tempo demais relaxando em minha fazenda. Nem ligo. E às vezes gostaria mesmo era de poder me transportar diretamente do tapete vermelho para o campo", brinca o tranqüilão.

"Nunca dirijo depois de beber"

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE NOVA YORK

Leia a seguir a entrevista com Rachel Bilson. (EG)

FOLHA - Como foi fazer par romântico com Hayden?
RACHEL BILSON
- Um barato! Ele é um durão, sabe? O David, personagem dele, passa por poucas e boas no filme, então ele é exigido fisicamente de uma maneira insana. E ele nunca reclamou de nada, o que achei admirável. Eu, que não tinha de passar por metade do que ele passou, faço muito a linha: "Ei, estou cansada!. Está na hora de parar!" (risos).

FOLHA - Parece que os meninos do Panic at The Disco andam dizendo em entrevistas que não entendem por que a gata mais quente de Hollywood segue solteira. Eles se candidataram a ocupar o posto de namorado da vez...
RACHEL
- [Caindo na gargalhada!] Que hilário! Sério? Adorei, mas preciso confessar que não conheço muito o som deles.

FOLHA - Muita gente adorava "The O.C." justamente pela trilha sonora. Você curte que tipo de música?
RACHEL
- É verdade, essa era uma das facetas mais legais de "The O.C."! Olha, curto os clássicos, sou macaca de auditório de Bob Dylan e de Neil Young. E música sempre ajuda na hora de construir o meu personagem. Pode parecer óbvio, mas durante "Jumper" eu ouvia o tempo todo "Jump", da Madonna. Mas também curto Eminem. Sou uma branquela que adora hip hop.

FOLHA - Com a Summer de "The O.C." você se tornou um modelo para garotas interessadas na cultura fashion. Algum conselho para elas?
RACHEL
- Acho que o importante é ser criativa e original. Criem o seu próprio estilo e não aceitem virar clones do que a moda dita. Acho que eu, por exemplo, sou uma garota-acessório. Sou boa em escolher chapéus, cachecóis, bolsas. É o meu forte. E você sempre pode usar o básico, uma camiseta e um jeans, e investir nos acessórios! É um bom truque. Também sou louca por brechós.

FOLHA - Você sofreu um acidente de carro bem feio quando tinha 13 anos, se divertindo com um grupo de amigos da pesada. Parece exatamente a imagem oposta da que você passa hoje em Hollywood.
RACHEL
- Engraçado, foi um momento fundamental na minha vida, para pensar mesmo o que queria fazer com ela. Afetou minha memória, foi assustador mesmo, mas hoje penso que foi algo positivo, apesar de ter ficado dois dias no hospital.

FOLHA - Os jovens atores de Hollywood estão mais interessados em curtir a vida adoidado do que em construir uma carreira sólida. Como você faz para ser uma exceção?
RACHEL
- Para começo de conversa, nunca dirijo depois de beber! Não vou aqui julgar ninguém, mas é que esse simplesmente não é o meu estilo de vida. Gosto de passear com meu cachorro, cozinhar em casa para os amigos, ver um filmezinho no conforto de meu sofá. Gosto cada vez mais da idéia de caminhar com suavidade para a vida adulta. É isso!

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"Tenho uma fazenda orgânica"

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE NOVA YORK

Leia a seguir a entrevista com Hayden Christensen. (EG)

FOLHA - Quando leu o roteiro de "Jumper", não ficou com medo de a reação do público ser: "Lá vem ele fazendo outro filme de fantasia"?
HAYDEN CHRISTENSEN
- Para ser sincero, quando recebi o telefonema de meu agente dizendo que tinha esse filme, eu imediatamente pensei: "Já fiz minha dose de ficção científica em Hollywood!". Mas, quando soube que Doug Liman iria dirigir, me empolguei. Adoro "Identidade Bourne", onde ele subverteu o conceito de filme de espionagem.

FOLHA - Há rumores de que você e Rachel se apaixonaram enquanto filmavam "Jumper".
HAYDEN
- Jura? Nãããoo! Olha, sempre existem esses rumores. E minha atitude é simplesmente não falar sobre boatos.

FOLHA - Então conta como foi gravar com a Rachel. Vocês se deram bem no set de filmagem?
HAYDEN
- Sim! Nos demos muitíssimo bem. Ela é uma menina especialmente doce.

FOLHA - Quando você não está filmando, o que faz para se divertir?
HAYDEN
- Recentemente eu comecei a me enveredar pelo mundo maravilhoso da jardinagem. Tenho uma fazenda orgânica uma hora ao norte de Toronto, no Canadá. Passei meu último verão lá, comprando brinquedinhos como tratores, cavando buracos, plantando, plantando. Hoje tenho apenas cenouras e tomates, mas quero eventualmente criar animais. Tenho me divertido muito na fazenda.

FOLHA - De onde surgiu essa vontade de virar fazendeiro?
HAYDEN
- Meus pais tinham uma fazenda quando eu era criança perto de Quebec e, até os oito anos, passava todos os verões por lá. Recentemente minha irmã comprou um sitio, gostei da área e fiquei pensando em fazer o mesmo. Esse movimento me leva de volta para aquela época em que saía da cidade e vivia no campo, com liberdade, durante todo o verão. Mas tenho outros interesses também.

FOLHA - Por exemplo?
HAYDEN
- Estou aprendendo a pilotar. Quero tirar meu brevê logo. Doug adora voar e agora que ficamos amigos ele me liga assim do nada e me pergunta o que estou fazendo no fim de semana. Ele então me pega na fazenda com seu aviãozinho, tem um aeroporto pequeno ao lado de minha propriedade, e saímos para voar. Ele é corajoso, pois me deixa pilotar aqui e acolá!

FOLHA - E o fazendeiro voador se sente confortável sabendo que é símbolo sexual para milhões de adolescentes mundo afora?
HAYDEN
- Isso simplesmente não me afeta. Em nada. É que não leio as revistas de celebridades, quase não vejo televisão, nem sequer tenho computador em casa!
Mas acho que é especialmente difícil comentar sobre este tópico, falar sobre meu poder de atração ou coisa assim...é muito estranho, cara!

BAIXARIA X BOM COMPORTAMENTO

Conheça as jovens artistas que circulam por Hollywood

As "bad girls"

Misha Barton
a Marissa de "The O.C." é o oposto de sua ex-parceira Rachel Bilson. Na virada do ano, ela foi parar no xilindró depois que dois policiais descobriram seu carro ocupado duas faixas de tráfego às duas da madrugada em uma importante avenida de West Hollywood, em Los Angeles. Misha foi acusada de dirigir sob efeito de álcool e uso de maconha

Lindsay Lohan
É a campeã das campeãs nos quesitos baixaria e auto-exposição. Depois de aprontar todas, de aparecer na capa dos tablóides machucada dentro de um carro que havia dirigido depois de uma noitada daquelas, tentou uma volta por cima posando tal qual Marylin Monroe em seu ensaio fotográfico derradeiro na capa da semanal "The New York". O tiro saiu pela culatra: foi achincalhada pela crítica e agora só se fala nela por conta do reality show que promete contar a história de sua família complicada, com o pai ausente e a mãe carreirista e ambiciosa

Britney Spears
De festeira de ocasião virou, aos 26 anos, a santa-padroeira das gordinhas de pileque. Pagou um mico sem tamanho no MTV Awards ao fazer mímica de si mesmo no palco e perdeu a guarda dos filhos para o marido Kevin Federline depois de aparecer drogada e com tudo à mostra seguidamente nos tablóides americanos. É a mais triste -e bagaceira- das meninas más

Nicole Richie & Paris Hilton
A filha adotiva de Lionel Richie formava até bem pouco tempo uma dupla inseparável com Paris Hilton, herdeira da fortuna da rede de hotéis. As duas dividiram namorados, fizeram vídeos quentíssimos que foram parar na internet, foram parar na cadeia e nunca trabalharam na vida, a não ser no reality show que dividiam na MTV. Em janeiro, Richie deu a luz a Harlow, sua filha com Joel Madden. E agora Hilton quer lançar um novo programa de tevê, em que meninas competem para se tornar a nova Nicole de sua vida. Uma das precondições, certamente, é ter fôlego para agüentar o pique de Paris nas baladas mundo afora.

Garotas do bem

Rachel Bilson
Ela diz que é uma chatonilda de galocha e que por isso nunca aparece nas revistas de fofoca. Mentira. Quando quis deixar a imagem de adolescente riquinha para trás, após o fim de "The O.C.", Bilson foi alvo dos paparazzi interessados em fotografá-la com suas novas roupas, mais sexies, mais curtas e... foi só! Nada de bebedeiras, drogas ou carros velozes.

Anne Hathaway
Ela é a queridinha da imprensa séria americana, considerada uma espécie de nova Audrey Hepburn. E com sua ponta inspirada em "O Segredo de Brokeback Mountain" ela provou que não precisa se prender a tramas mais leves como a de "O Diabo Veste Prada". Seu ponto fraco é o namorado -o mulherengo Raffaelo Folieiri, um dos meninos de ouro do pungente mercado imobiliário nova-iorquino, que está sendo processado pelo magnata dos supermercados Ron Burkle por ter alegadamente usado de forma pouco católica US$ 55 bilhões em investimentos do bilionário, amigo-irmão de Bill Clinton

Emma Watson
A atriz britânica se confunde com o personagem que interpreta desde o primeiro filme da saga Harry Potter. Sua Hermione, séria, sabe-tudo e estudiosa, mas sem perder a ternura jamais, já serviu até de paralelo para Hillary Clinton em sua campanha à presidência dos EUA. Suas brincadeiras no set de gravação com o diretor Alfonso Cuarón, que a considera um ótimo papo, só aumentaram o seu quociente de bom-mocismo em Hollywood

Mandy Moore
Ela caiu na vida artística atravessando os EUA com os Backstreet Boys, namorou Wilmer Walderrama (o Fez de "That 70's Show", por sua vez ex de Lindsay Lohan) e o tenista-galã Andy Roddick e é amiga dos Osbourne. Ou seja, tinha tudo para estar no grupo das moças mais sapecas. Mas Moore, 23, é a rainha da honestidade. Chegou ao ponto de pedir desculpas aos fãs por seu primeiro álbum, que lançou aos 14 anos. "Era uma titica", disse, resignada, e garantiu, envergonhada, que dias melhores virão. E oferecendo o dinheiro de volta para os que compraram o disquinho!

Abigail Breslin
Ela só tem 11 anos, mas entrou no circo de Los Angeles para ficar depois de uma aparição estelar em "Pequena Miss Sunshine". Mas a menina, que ainda ama brinquedos de pelúcia, é criada com rédea curta pela família. A mãe a acompanha em todas as entrevistas e ela não vai nem ao colégio para evitar as más companhias -estuda em casa, com tutores e tendo como principais professores a mãe e o irmão, o também ator Spencer Breslin, 15.

quinta-feira, março 06, 2008

Rolling Stone & Obama

A revista Rolling Stone, que faz uma excelente cobertura política desde a mais recente reformulação a que foi submetida, decidiu, pela primeira vez em sua longa história (inciada em 1971), recomendar aos leitores um candidato presidencial. O artigo de capa, com o título Uma Nova Esperança, é mais do que interessante e pode ser lido, infelizmente apenas em inglês, aqui. O apoio a Barack Obama reflete o entusiasmo do eleitorado jovem com o senador negro de Illinois. A disputa segue animada...

quarta-feira, março 05, 2008

De Volta, no olho do furacão

Depois de um longo e delicioso verão, voltei esta semana para casa. Por aqui só se fala da corrida à Casa Branca, é claro. Hoje, o ex-governador de Nova Iorque, Mario Cuomo, uma das mais respeitadas raposas políticas do Partido Democrata, iniciou uma curiosa peregrinação. Ele passeia pelas redes de tevê à cabo avisando que o senador John McCain, o ungido pelos republicanos, é um candidato tão forte que só será batido pela união dos dois postulantes da oposição: uma chapa Hillary-Obama, não necessariamente nesta ordem. A união de trabalhadores, mulheres e hispânicos (Hillary) com jovens, negros e intelectuais (Obama) seria fundamental pra bater McCain. No momento, Obama tem mais votos populares e delegados do que Hillary, mesmo com as vitórias de ontem no Texas, em Rhode Island e em Ohio. Mas ela venceu em quase todos os estados 'grandes', com exceção de Illinois. Quem vai ceder primeiro? Será que McCain vai crescer com a indefinição democrata? Até que ponto Bush pode ser um fator importante nas eleições de novembro? Será que os eleitores ficarão felizes com um candidato democrata escolhido, depois de tantas primárias, pelos superdelegados, os caciques do partido, na convenção de Denver?

A coisa está animada por aqui...

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

De Férias

Por um mês. No Rio. Melhor, impossível. O blog volta em março, diretamente do Brooklyn.

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Kennedy & Obama

A propaganda abaixo está passando o tempo todo nos estados - como Califórnia e Nova Iorque - que vão às urnas nas primárias democratas da próxima terça-feira. Com a desistência de John Edwards, a disputa ficou ainda mais pesada entre Hillary e Obama. Este último, atrás nas pesquisas em quase todos os estados em jogo na semana que vem, tem atravessado o país com o senador Teddy Kennedy e a filha de J.F.K, Caroline, em uma tentativa de sensibilizar o eleitorado mais progressita e especialmente os de origem hispânica, historicamente próximos dos Kennedy. Infelizmente, tanto Obama quanto Hillary apoiaram os planos de se erguerem muros de proteção na fronteira meridional do país. Neste aspecto, curiosamente, quem sai na frente é o provável - e perigosíssimo - candidato republicano, o 'moderado' senador McCain. No ano passado, ele apresentou juntamente com Kennedy um projeto de modernização do sistema de imigração norte-americano, criticado pela extrema-direita, que viu na proposta uma 'anistia' aos ilegais.

De qualquer modo, a propaganda de Obama, que segue abaixo, com a filha de John e Jackie Kennedy, é um belo trunfo:

sábado, janeiro 26, 2008

Caroline Kennedy

A filha de John Kennedy anunciou publicamente o apoio ao senador Obama em um editorial publicado no New York Times deste domingo. O título? Um Presidente Como Meu Pai. Vale ler a íntegra, em inglês, aqui. O próximo Kennedy a embarcar na campanha do senador negro do Illinois deve ser seu colega de Congresso, Ted Kennedy, extramamente influente em Massachusetts, onde Obama já conta com o apoio do governador Duvall Patrick, também negro.

Um dos trechos do texto de Caroline Kennedy:

Eu nunca tive um presidente que me inspirasse como meu pai as inspirou. Mas, pela primeira vez, acredito ter encontrado o homem que pode ser este presidente - não apenas para mim, mas para toda uma nova geração de norte-americanos.





Obama: Vitória Gorda na Carolina do Sul

Todas as projeções de boca-de-urna apontam uma vitória gorda de Barack Obama nas primárias democratas de Carolina do Sul. Venceu entre os negros, jovens e mulheres. Hillary ficou num distante segundo posto seguida por John Edwards, terceiro em seu estado natal. Fica agora a expectativa de que Edwards possa anunciar o apoio a Obama, que fortaleceria a frente anti-Hillary na super terça-feira de fevereiro, quando mais de 20 estados escolherão seus delegados para a convenção de Denver.

sexta-feira, janeiro 25, 2008

A Candidata do NYT - Hillary Clinton

Hoje o jornal mais influente dos EUA e um dos mais importantes do mundo ocidental, gostem ou não seus (muitos) críticos, anunciou em editorial o apoio entusiasmado à senadora Hillary Clinton nas primárias do Partido Democrata para a Casa Branca. Com menos alegria, escolheu o 'menos pior' dos Republicanos, o senador John McCain.

O NYT classifica Hillary como 'brilhante', diz que a senadora poderá modificar a atuação e não apenas imagem dos EUA no planeta, danificada pesadamente pelos oito anos de Bush II. O NYT se confessa imensamente impressionado pela entendimento profundo dos temas mais caros aos eleitores, a força do inteletcto e a experiência demonstrada por Hillary, que seria uma forte comandante das Forças Armadas do país. O NYT condena o apoio dado a Hillary para a invasão do Iraque, mas reconhece que é dela o melhor plano para a retirada das tropas norte-americanas de Bagdá.

Ao olhar para o estado do país, o jornal afirma que Hillary tem o melhor plano educacional, e que ela vai colocar a máquina de Washington para ajudar a classe média e os mais pobres, enfrentando a crescente desigualdade social, incrementada na última década. Também a considera 'melhor equipada' para lidar com o ataque às liberdades civis e o precário equilíbrio entre os três poderes da República.

O jornal saúda, com ressalvas, tanto o ex-senador John Edwards ("de oratória feroz, mas fantasioso ao prometer reverter a maré da globalização") quanto o senador Barack Obama ("que construiu uma campanha eletrizante a partir da idéia de mudança, mas ainda se detém em promessas amorfas de uma nova 'maioria' a ser construída, sem explicar de maneira clara como irá governar) e ataca os candidatos republicanos.

Rudy Giuliani é limitado, pouco democrático, vingativo, ambicioso, arrogante, economicamente irresponsável, o político que transformou vergonhosamente os ataques terroristas de 11 de setembro em fonte lucrativa de negócios. Mitt Romney muda de posição em absolutamente todos os temas e é impossível saber o que (ou quem) apóia. E Mike Huckabee é o pastor batista de fala suave que promove um absolutismo anti-imigrante e que colocou, infelizmente, a religião como protagonista de sua campanha.

quinta-feira, janeiro 24, 2008

Entrevista/DEZEL WASHINGTON & RUSSEL CROWE

A Contigo! publicou nesta edição minha entrevista com Denzel Washington e Rusell Crowe, estrela do filme mediano O Gângster, que tentou seguir a linha de sucesso de Os Infiltrados, de Scorsese, sem muito sucesso. De qualquer forma, Crowe está excelente como o mulherengo detetive Richie Roberts, em uma interpretação contida que merece a atenção da platéia.

Denzel e Russell

Que dupla!

Por Eduardo Graça, de Los Angeles e Nova York

Ambos vencedores do Oscar, o contido americano e o expansivo neozelandês falam a Contigo! sobre o novo filme que estrelam, O Gângster, de Ridley Scott

Foram duas entrevistas, dos dois lados dos Estados Unidos, com duas das maiores estrelas de Hollywood. E o irônico é que Russell Crowe, 43 anos, e Denzel Washington, 53, pareciam ter trocado de personalidade ao conversarem com a Contigo! sobre o lançamento de O Gângster, a superprodução de 100 milhões de dólares de Ridley Scott (o emblemático diretor de Alien, de 1979, e Blade Runner, 1982), 70, que protagonizou uma polêmica sobre a glorificação dos gângsteres quando estreou nos Estados Unidos (em novembro de 2007).

Confortável num dos uniformes de seu time de rugby — ele é um dos donos do australiano South Sydney Rabbitohs —, e com uma imensa barba por fazer, o neozelandês Crowe, 43, casado há quatro anos com a atriz Danielle Spencer, 37, e pai de Charles, 4, e Tennyson, 1, deixou de lado a fama de mau e falou pelos cotovelos. Mais comedido, Denzel, 53, casado com a atriz Pauletta há 24 anos e pai de John David, 23, Katia, 20, e os gêmeos Malcolm e Olivia, 16, revelou seu lado mal-humorado.

O filme, no qual esses dois opostos no gênio e comportamento, mas igualmente talentosos, contracenam — que estréia sexta-feira (25/1/2008) —, conta a história real de Frank Lucas, o mais importante traficante de drogas e primeiro gângster negro da história de Nova York (papel de Washington), e do mulherengo e enigmático detetive Richie Roberts (Russell Crowe), que, nos anos 70, conseguiu desbaratar seu império. O Gângster recebeu três indicações para o Globo de Ouro (melhor ator para Denzel e melhor diretor e melhor filme dramático) e gerou um CD gravado pelo rapper Jay-Z, 38, o eterno noivo de Beyoncé Knowles, 26 — aliás, no elenco também atuam o rapper Common, 35, e os músicos de hip-hop RZA, 38, e T.I., 27.

Os dois vencedores do Oscar — Crowe por O Gladiador, de 2000 (melhor ator) e Washington por Tempo de Glória, de 1989 (melhor ator coadjuvante), e Dia de Treinamento, de 2001 (melhor ator) —, falaram à Contigo! sobre esse novo trabalho.

Esta é a sexta vez que você encarna um personagem da vida real. É mais fácil ou mais complicado interpretar esse tipo para a telona?
Denzel Washington - Os dois são difíceis. Mas se a pessoa está viva pode ser uma vantagem, você tem de onde tirar material de pesquisa.

E como vocês aproveitaram a oportunidade de conhecer a fundo a vida de Frank Lucas e de Richie Roberts?
DW - Conversei com o próprio Frank Lucas sobre tudo. Tudo mesmo. Falamos de beisebol, de como criar os filhos, de como as ruas de Nova York mudaram. Boa parte da conversa quem comandou foi ele, que escolhia os tópicos. Eu ia seguindo os caminhos que ele me apresentava.
Russell Crowe - Depois de passar tantos anos investigando crimes, especialmente grandes histórias como a do Frank, Richie não é exatamente um livro aberto. Foi, portanto, um processo lento, em que ele me revelava algumas coisas, aqui e acolá. Tive de ir ganhando a confiança dele aos poucos, sabe? Mas houve um momento em que ele me ofereceu a chave de quem era aquele homem que eu teria de interpretar. Foi quando ele me disse que não queria ser visto como um mulherengo. E um minuto depois começou a me contar a sensacional história de quando transou com a estenógrafa no segundo andar do fórum (risos)! Por aí você vê tem uma idéia de quem ele é (risos).

Vocês tiveram algum receio de que a visão do Harlem dos anos 70, apresentada pelo filme, acabasse ficando um pouco estereotipada?
DW - Em geral, não me preocupo com o que as pessoas dizem ou pensam. Não saio perguntando para as pessoas o que elas acham e não tenho medo algum de fazer algo mais ou menos estereotipado. Simplesmente, faço o melhor que posso. Depois, as pessoas podem falar à vontade, dar suas opiniões. Não vou dizer que as críticas não me afetam de vez em quando. Mas me recuso a ser rotulado, a ser colocado em uma posição específica, "aquele é o Denzel, ele faz filmes deste jeito, pode fazer estes personagens". Comigo, não! Eu não leio sobre minha vida, eu vivo.

Como foi, para vocês dois, o trabalho com Ridley Scott? Para Denzel é uma novidade, mas é a quarta parceria entre ele e você, Russell, não é?
RC - Sabe que é sempre diferente trabalhar com Ridley? As pessoas têm esta fantasia de que nós dois trabalhamos juntos porque concordamos em tudo o tempo todo. Na realidade é exatamente o oposto. Mas é quando discordamos que encontramos o melhor de nós. Respeitamos muito a opinião um do outro e o resultado vocês vêem nos filmes. Gosto muito dos mundos que ele criou e dos quais tive a honra de fazer parte.
DW - Ridley traz a visão, coisas que só ele vê. Ainda estou digerindo a experiência. Aprendi muito, era como se estivesse indo à escola de filmagem. Ficava pensando por que ele colocava a câmera em certa posição, como ele se movimentava, o motivo de se escolher certa locação. E, se você reparar bem, ele usa a cidade como um personagem, como um dos principais personagens de O Gângster, de uma maneira genial. E até mesmo como ele se programou para fazer o filme...

Filmando primeiro com Russell...
DW - Na verdade, a idéia foi a de, durante oito semanas, fazer o filme a partir da visão de mundo do Richie. Depois nós filmamos juntos por oito dias. E no fim Russell foi embora e rodamos a partir da visão do Frank. Eu pensei, claro, sensacional essa decisão e o que ela acarretou ao filme.

Vocês dois discutem muito no set de filmagem? Há espaço para conversarem nesta altura da carreira e 12 anos depois de trabalharem juntos pela primeira vez (eles contracenaram na ficção científica Assassino Virtual, de 1995) sobre qual o melhor caminho para o outro seguir em determinada cena?
DW - (encarando Russell) Humm... Não, não mesmo.
RC - Não há espaço para esta troca da maneira como você está perguntando. É mais como uma prova de harmonia na teoria musical, sabe? É sobre cantar juntos sem desafinar.

Denzel, incomoda a você de alguma maneira o fato de boa parte dos espectadores se identificar mais com seu personagem, um gângster terrível que mata a sangue frio nas ruas de Nova York? Você reflete sobre o motivo dessa reação?
DW - Não tenho a mais vaga idéia! Nunca pensei sobre isso, não. Agora, isso também depende do que você, quer dizer, a audiência vai trazer para o filme. Se você gosta de um personagem que cozinha muito bem mas mata pessoas, isso diz mais sobre você do que sobre Denzel, o ator (risos)!